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DEFINIÇÃO DO CÂNCER DE PULMÃO

 

 

 

É o mais comum de todos os tumores malignos, apresentando aumento de 2% por ano na sua incidência mundial. Em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. No Brasil, foi responsável por 20.622 mortes em 2008, sendo o tipo que mais fez vítimas.

Altamente letal, a sobrevida média cumulativa total em cinco anos varia entre 13 e 21% em países desenvolvidos e entre 7 e 10% nos países em desenvolvimento. No fim do século XX, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitáveis.

O câncer de pulmão é a principal causa de mortes por câncer nos Estados Unidos, entre homens e mulheres, tirando mais vidas a cada ano do que os tumores de cólon, próstata, ovário e de mama juntos.

O câncer de pulmão ocorre principalmente em pessoas mais velhas. Cerca de 2 em cada 3 pessoas com diagnóstico de câncer de pulmão têm mais de 65 anos, e menos de 2% dos casos são diagnosticados em pessoas com menos de 45 anos. A idade média no momento do diagnóstico é de 70 anos.

Em geral, a chance de um homem desenvolver câncer de pulmão em sua vida é de cerca de 1 em 13, enquanto para uma mulher, esse risco é de cerca de 1 em 16. Estes números incluem tanto os fumantes, como os não fumantes. Para os fumantes, o risco é muito maior, enquanto que para os não fumantes, esse risco é menor.

Pessoas que fumam têm maior risco de ter câncer de pulmão. O risco de câncer de pulmão aumenta com o tempo e quantidade de cigarros.
Estimativas de novos casos: 28.220 em 2016
Número de mortes: 24.490 em 2013

SINTOMAS

O câncer de pulmão geralmente não provoca sinais e sintomas em seus estágios iniciais. Estes geralmente ocorrem somente quando a doença está em uma fase avançada. Os mais comuns são:
Tosse seca
Tosse com sangue, mesmo que em pequena quantidade
Falta de ar
Dor no peito ou nas costas
Rouquidão
Perder peso sem esforço
Dor nos ossos ou na cabeça (sinais de doença já avançada, com metástases a distância)

 

CAUSAS

O tabagismo é o responsável pela maioria dos tumores malignos do pulmão, tanto em fumantes ou em pessoas expostas a fumaça do cigarro, conhecido como fumo passivo. Mas o câncer de pulmão também ocorre em pessoas que nunca fumaram e naqueles que nunca tiveram exposição prolongada ao fumo. Nestes casos, precisamos entender melhor como os fatores genéticos aumentam o risco e que caminhos moleculares estão envolvidos no desenvolvimento do câncer de pulmão.

As substancias contidas no cigarro podem danificar as células que revestem os pulmões. Quando a fumaça do cigarro é inalada, que está cheia de substâncias causadoras de câncer (carcinógenos), alterações no tecido do pulmão começam a acontecer quase que imediatamente. No início, o organismo pode ser capaz de reparar esse dano. Mas a cada exposição repetida, células normais que revestem os pulmões estão cada vez mais danificadas. Com o tempo, o dano repetitivo ao tecido faz com que as células ajam de forma anormal e, eventualmente, o câncer pode se desenvolver.

FATORES DE RISCO

O habito de fumar é responsável por cerca de 80% dos casos de câncer de pulmão. Este é de longe o fator de risco mais perigoso e evitável. Fumar charutos, cachimbos e narguile também representam fatores de risco evitáveis. A maconha contém muito mais alcatrão que os cigarros normais, por isto é também considerada fator de risco (as estatísticas são pouco publicadas pelo fato de ser droga ilegal).
 

Estudos descobriram um cromossomo que pode ser responsável na formação do câncer de pulmão, podendo ser herdado

Inflamações recorrente no pulmão (pneumonias de repetição)
Tuberculose e pneumonia podem deixar cicatrizes nos pulmões. a cicatriz é um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão, especificamente o adenocarcinoma em pessoas fumantes.

Radioterapia, a terapia de radiação no tórax em fumantes aumenta o risco para desenvolver o câncer de pulmão.


Agentes causadores de câncer de pulmão encontrados no local de trabalho aumentam o fator de risco. As substancias mais comumente encontrados com este potencial incluem urânio, arsênico, cromo, níquel, gasolina e diesel de escape.

A exposição ao amianto, uma fibra encontrada em materiais industriais, é um grande fator de risco para o desenvolvimento câncer de pulmão. Trabalhadores com exposição ao amianto apresentam 7 vezes mais probabilidade de desenvolver e morrer de câncer de pulmão. Se o trabalhador exposto ao amianto for fumante aumenta-se o risco em até 90 vezes comparando com o público em geral. O amianto não é mais usado em produtos industriais e comerciais.

Em algumas cidades, a poluição do ar aumenta o risco de câncer de pulmão. Segundo a Sociedade Americana do Câncer, este risco é muito menor do que fumar.

DIAGNÓSTICO

Alguns estudos mostram que o rastreamento do câncer de pulmão pode salvar vidas, por encontrar esta doença em sua fase inicial, quando pode ser tratada com mais sucesso.
O diagnóstico de câncer de pulmão é realizado através de exames complementares:
Exames de imagem
Uma imagem de raios-X dos pulmões pode revelar uma massa anormal ou um nódulo (tumor até 3 cm). A tomografia computadorizada pode revelar pequenas lesões nos pulmões que podem não ser detectados em um raio-X. A tomografia por emissão de pósitrons também pode ser útil no estadiamento do câncer.
Citologia do escarro
Se existir tosse com expectoração, a análise do o escarro ao microscópio pode revelar, por vezes, a presença de células típicas em um câncer de pulmão.
Amostra de tecido (biópsia).
Uma amostra de células anormais podem ser removidos em um procedimento chamado biópsia. O procedimento pode ser realizado de uma série de maneiras, incluindo:
Broncoscopia, no qual o médico examina áreas anormais dospulmões usando um tubo iluminado que passa pelo nariz ou garganta e chega até os pulmões;
Mediastinoscopia: procedimento realizado sob anestesia geral, onde uma incisão é feita na base do pescoço e instrumentos cirúrgicos são colocados atrás do esterno para retirar amostras de tecido dos gânglios linfáticos do mediastino (região central do tórax);
Biópsia por agulha: exame no qual o médico utiliza imagens raios-X ou tomografia computadorizada para guiar uma agulha através da parede torácica, com anestesia local, conseguindo abordar a área doente e retirar um fragmento do tumor.

Biópsia cirúrgica: quando é necessário retirar um pedaço da lesão ou mesmo a lesão inteira através de uma cirurgia, sendo essa aberta ou com o uso de micro câmeras.

TIPOS DE CÂNCER DE PULMÃO

O câncer de pulmão é classificado pelo tipo de células dentro do tumor. Cada tipo de tumor maligno do pulmão cresce e é tratado de uma maneira diferente. Eles podem ser divididos em dois grupos principais.


1- Tumores de Células não pequenas (NSCLC- Non-small cell lung cancer): este é o tipo mais comum de câncer de pulmão. Nesta categoria os tumores são nomeados pelo o tipo de células presentes no tumor :
Adenocarcinoma: Se originam das glândulas que recobrem a arvore respiratórias. Podem ser encontrados com mais freqüência em fumantes, mulheres e pessoas mais jovens.
O carcinoma espinocelular (CEC): é o tumor maligno mais frequentes nos fumantes. Também é chamado de carcinoma epidermóide.
Carcinoma de células grandes


2- Câncer de pulmão de pequenas células: este tipo de câncer de câncer aparece em menos de 20% dos casos de câncer de pulmão e quase sempre é causada pelo tabagismo. Inicia-se frequentemente nos brônquios, em seguida, rapidamente cresce e se espalha para outras partes do corpo, incluindo os gânglios linfáticos.
Tipos menos comuns de câncer de pulmão incluem:


Tumores carcinóides
Carcinoma de glândula salivar


Sarcomas
Câncer de origem desconhecida

TRATAMENTO

Você e seu médico podem escolher um plano de tratamento com base em uma série de fatores, como o estado de saúde geral, do tipo e estágio do câncer. Opções incluem, tipicamente, um ou mais tratamentos, incluindo cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia de drogas específicas ou tratamento de suporte (cuidados paliativos).


Cirurgia
Durante a cirurgia o objetivo do cirurgião é remover o câncer de pulmão com uma margem de tecido saudável. Procedimentos para remover câncer de pulmão incluem:
Ressecção segmentar: para remover uma segmento do pulmão, mas não todo um lobo
Lobectomia: para remover todo o lobo de um pulmão
Pneumonectomia: para remover um pulmão inteiro
Todos estes procedimentos podem ser realizados por cirurgia minimamente invasiva (cirurgia por vídeo ou cirurgia robótica), dependendo do tamanho do tumor, estágio da doença e anatomia local.
O cirurgião também pode remover os gânglios linfáticos regionais, a fim de verificar se ha sinais de câncer em disseminação.

 

Quimioterapia
Quimioterapia utiliza drogas para matar células cancerosas. Uma combinação de drogas normalmente é dada em uma série de tratamentos durante um período de semanas ou meses, com intervalos definidos pelo médico oncologista.


Radioterapia
A radioterapia utiliza raios de alta potência de energia, como raios-X, para matar células cancerosas. A radioterapia pode ser dirigido para o câncer de pulmão a partir de fora do corpo (radiação externa) ou pode ser colocado dentro de agulhas, sementes ou cateteres, colocados dentro de seu corpo perto do câncer (braquiterapia).
Há também a opção da radiocirurgia em tumores menores que 3 cm em pacientes sem condição cirúrgica. Lembrando que o resultado a longo prazo desta modalidade ainda está sob análise da comunidade científica. A cirurgia ainda é a melhor opção de tratamento nos estágios iniciais da doença.
Terapia medicamentosa alvo
Terapias-alvo são os novos tratamentos de câncer que trabalham visando anormalidades específicas em células cancerosas. As medicações dependem de certas modificações genéticas especificas para poderem ser utilizadas.

Tratamento de suporte
Quando os tratamentos oferecem pouca chance de cura poderá recomendar-lhe evitar tratamentos agressivos e optar por cuidados de suporte que garantam a qualidade de vida. Quando se empregam os cuidados de suporte, o médico pode tratar sinais e sintomas para que o paciente se sinta mais confortável. O tratamento de suporte, que também é chamado de cuidados paliativos, permite que o paciente aproveite ao máximo sua vida, sem efeitos colaterais do tratamento duradouros que podem afetar negativamente a sua qualidade de vida.

PREVENÇÃO

Uma vez que o consumo de derivados do tabaco está na origem de 90% dos casos, independentemente do tipo, não fumar é o primeiro cuidado para prevenir a doença. A ação permite a redução do número de casos (incidência) e de mortalidade. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão. Em geral, as taxas de incidência em um determinado país refletem seu consumo de cigarros.
Deve-se evitar, ainda, a exposição a certos agentes químicos (principalmente o asbesto), encontrados no ambiente ocupacional.
Exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos (que predispõem à ação carcinogênica de compostos inorgânicos de asbesto e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) e história familiar de câncer de pulmão favorecem ao desenvolvimento desse tipo de câncer.

Sendo 95 % dos casos de câncer em homens e 80 % dos casos de câncer em mulheres relacionados ao tabagismo, portanto a melhor forma de prevenção é evitar o consumo de tabaco.
 

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